Apresentação do Livro “Carvão de Aço” de Adriano Miranda, 7 maio 2018

7 de maio de 2018 – 12.30 – Biblioteca da FEUP

“… Os mineiros do Pejão ensinaram-me os valores da dignidade e da luta. Os valores do Trabalho. Foi assim que me fiz. Com eles …”
“…Tenho muito pouco orgulho nos trabalhos que faço, mas neste, sim, tenho muito orgulho … Uma homenagem àqueles Homens …”
Adriano Miranda

O Departamento de Engenharia de Minas e a Biblioteca da FEUP promovem no próximo dia 7 de maio (12.30) uma apresentação do Livro “Carvão de Aço” do fotojornalista Adriano Miranda.

Em 1992, Adriano Miranda era estudante no Curso de Fotografia na AR.CO em Lisboa. Entre muitos projetos académicos, Adriano entregou-se de alma e coração a recolher imagens nas Minas do Pejão em Castelo de Paiva, projeto que se prolongou até 1994,  ano do encerramento do complexo mineiro.

Passados 25 anos e de uma forma surpreendente, os milhares de negativos a preto e branco voltaram a ver a luz do dia dando origem ao Livro “Carvão de Aço”, um memorial aos homens e mulheres que trabalharam nas Minas de Carvão do Pejão.

Esta apresentação pretende ser mais uma oportunidade para dar voz à Comunidade Mineira do Pejão e perpetuar a memória de uma atividade que envolveu tantos mineiros e por muito tempo ao serviço da sociedade.

Se prevê estar presente e meramente para fins logísticos, o Departamento de Engenharia de Minas da FEUP solicita que se inscreva através do seguinte endereço:
https://paginas.fe.up.pt/~formularios/deminas/

Nova Edição do Curso sobre Avaliação de Jazigos e outros Activos Minerais

IST (FUNDEC – 21, 22 e 23 de Junho 2017) – Luís Chambel (Sínese) e Jorge de Sousa (IST)

O curso destina-se a engenheiros de minas e geólogos, estudantes de licenciaturas e mestrados nas áreas da engenharia de minas e geologia, gestores de empresas mineiras, analistas de bancos e empresas do sector financeiro com atividade no sector dos recursos minerais.

Para obter o programa do curso, clique aqui: programa-avaliacao-jazigos_jun2017.

A ficha de inscrição pode ser obtida aqui: ficha-de inscrição-avaliacao-jazigos_jun2017

Após um superciclo de expansão de produção (preços e volumes), a indústria mineral encontra-se numa fase caracterizada pela incerteza quanto às perspectivas futuras, por uma tendência geral de baixa de produção e acréscimo da volatilidade de preços. As decisões de investimento ou desinvestimento ou financiamento dum projeto de prospecção ou exploração de um depósito mineral são críticas em qualquer fase do ciclo económico; são especialmente relevantes em situações como as atuais.

Aquelas decisões baseiam-se, em última análise, na capacidade de avaliar corretamente os jazigos e minas, isto é, de estimar custos (OPEX e CAPEX), receitas e risco associados à mineração do jazigo com base nas características da mineralização (e.g. volume, teor e preço unitário da mineralização e suas distribuições espaciais) e do maciço (e.g. hidrogeologia, geotecnia) e nas condições operacionais e de mercado (atuais e previsíveis).

O curso tem como objectivo fornecer aos participantes as bases teórico-práticas necessárias para avaliar jazigos e outros ativos minerais. Com este curso, os formandos desenvolverão competências para calcular o valor de jazigos e outros ativos minerais, estimando, classificando e reportando os recursos e reservas de jazigos minerais aplicando padrões internacionais. O curso apresenta de forma interligada um conjunto de metodologias, conceitos e ferramentas úteis na avaliação de jazigos e ativos minerais, nomeadamente:

  • Modelo DCF (discounted cash flow)
  • Normas internacionais – NI – 43.101 e CIM (Canadá), PERC (União Europeia), Nações Unidas, SME (Estados Unidos).
  • Métodos quantitativos, estatísticos e geoestatísticos de cálculo de recursos e reservas.
  • Métodos de avaliação de jazigos e concessões.
  • QA/QC, competent/qualified person.
  • Avaliação de risco.

O curso é apresentado recorrendo a casos práticos de avaliação de jazigos e outros activos minerais, nacionais e internacionais.

Para obter mais informações, contactar luischambel@sinese.pt.

Atractividade do investimento na produção de diamantes de origem aluvionar

Escrevi esta tese de mestrado (MBA) em 1993, há quase 25 anos.

A idade da tese nota-se nalguns tópicos; continua, no entanto, a ser uma referência útil em língua portuguesa para quem tenha interesse no tema. Como acredito que não seja fácil de encontrar, disponibilizo-a em formato pdf: basta seguir o link.

Acredito que possa ser útil, especialmente para quem, em Angola ou noutros países de língua portuguesa, se inicia nesta actividade.

Mais tarde, na tese de doutoramento, continuei a explorar o tema (embora numa outra perspectiva) – irei também disponibilizar em breve este documento. Finalmente, publiquei em final de 2013 um relatório sobre a indústria dos diamantes de Angola – disponível neste blog, One century of Angolan diamonds (em inglês).

Neste momento, co-oriento duas teses de mestrado e uma de doutoramento ligadas à exploração de diamantes em Angola. Assim estejam concluídas, serão também aqui divulgadas.

 

Minas e Geologia – Norte de Portugal (roteiro)

Acabei de descarregar e ler (ainda só em diagonal, confesso) uma roteiro sobre Minas e Geologia – Norte de Portugal no website do Turismo do Porte e Norte de Portugal.

O roteiro apresenta diversas sugestões de visita na região norte de Portugal, do Geopark Arouca às Minas de Castromil, passando pelo Parque Arqueológico do Vale do Terva – PAVT, pelo Museu Mineiro de S. Pedro da Cova – Casa da Malta, pelo Geopark Terras de Cavaleiros, Museu da Pedra de Marco de Canaveses, Museu dos Jazigos Minerais Portugueses em Matosinhos, ao Passeio Geológico da Foz do Douro, aos Museus da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – FEUP e do Instituto Superior de Engenharia do Porto – ISEP, ao Museu do Ferro e da Região de Moncorvo, ao Parque Paleozóico e ao Museu da Lousa em Valongo, Complexo Mineiro Romano de Tresminas em Vila Pouca de Aguiar e (finalmente…) ao Museu de Geologia Fernando Real, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)

Eu preferia que as minas estivessem activas, estas ou outras, a produzir riqueza e a criar trabalho para o País e a região; ao menos, temos um roteiro para passear e aprender em locais com importância geológica e mineira. Parabéns a quem teve a ideia e a concretizou.

Carpe diem

Nova Edição do Curso sobre Avaliação de Jazigos e outros Activos Minerais

IST (FUNDEC – 19, 20 e 21 de Setembro 2016) – Luís Chambel (Sínese) e Jorge de Sousa (IST)

O curso destina-se a engenheiros de minas e geólogos, estudantes de licenciaturas e mestrados nas áreas da engenharia de minas e geologia, gestores de empresas mineiras, analistas de bancos e empresas do sector financeiro com atividade no sector dos recursos minerais.

Para obter o programa do curso, clique aqui: programa-avaliacao-jazigos_set2016.

A ficha de inscrição pode ser obtida aqui: ficha-de inscrição-avaliacao-jazigos_set2016

Após um superciclo de expansão de produção (preços e volumes), a indústria mineral encontra-se numa fase caracterizada pela incerteza quanto às perspectivas futuras, por uma tendência geral de baixa de produção e acréscimo da volatilidade de preços. As decisões de investimento ou desinvestimento ou financiamento dum projeto de prospecção ou exploração de um depósito mineral são críticas em qualquer fase do ciclo económico; são especialmente relevantes em situações como as atuais.

Aquelas decisões baseiam-se, em última análise, na capacidade de avaliar corretamente os jazigos e minas, isto é, de estimar custos (OPEX e CAPEX), receitas e risco associados à mineração do jazigo com base nas características da mineralização (e.g. volume, teor e preço unitário da mineralização e suas distribuições espaciais) e do maciço (e.g. hidrogeologia, geotecnia) e nas condições operacionais e de mercado (atuais e previsíveis).

O curso tem como objectivo fornecer aos participantes as bases teórico-práticas necessárias para avaliar jazigos e outros ativos minerais. Com este curso, os formandos desenvolverão competências para calcular o valor de jazigos e outros ativos minerais, estimando, classificando e reportando os recursos e reservas de jazigos minerais aplicando padrões internacionais. O curso apresenta de forma interligada um conjunto de metodologias, conceitos e ferramentas úteis na avaliação de jazigos e ativos minerais, nomeadamente:

  • Modelo DCF (discounted cash flow)
  • Normas internacionais – NI – 43.101 e CIM (Canadá), PERC (União Europeia), Nações Unidas, SME (Estados Unidos).
  • Métodos quantitativos, estatísticos e geoestatísticos de cálculo de recursos e reservas.
  • Métodos de avaliação de jazigos e concessões.
  • QA/QC, competent/qualified person.
  • Avaliação de risco.

O curso é apresentado recorrendo a casos práticos de avaliação de jazigos e outros activos minerais, nacionais e internacionais.

Para obter mais informações, contactar luischambel@sinese.pt.

Curso sobre Avaliação de Jazigos e outros Activos Minerais

IST (FUNDEC – 11, 12 e 13 de Abril 2016) – Luís Chambel (Sínese) e Jorge de Sousa (IST)

O curso destina-se a engenheiros de minas e geólogos, estudantes de licenciaturas e mestrados nas áreas da engenharia de minas e geologia, gestores de empresas mineiras, analistas de bancos e empresas do sector financeiro com atividade no sector dos recursos minerais.

Após um superciclo de expansão de produção (preços e volumes), a indústria mineral encontra-se numa fase caracterizada pela incerteza quanto às perspectivas futuras, por uma tendência geral de baixa de produção e acréscimo da volatilidade de preços. As decisões de investimento ou desinvestimento ou financiamento dum projeto de prospecção ou exploração de um depósito mineral são críticas em qualquer fase do ciclo económico; são especialmente relevantes em situações como as atuais.

Aquelas decisões baseiam-se, em última análise, na capacidade de avaliar corretamente os jazigos e minas, isto é, de estimar custos (OPEX e CAPEX), receitas e risco associados à mineração do jazigo com base nas características da mineralização (e.g. volume, teor e preço unitário da mineralização e suas distribuições espaciais) e do maciço (e.g. hidrogeologia, geotecnia) e nas condições operacionais e de mercado (atuais e previsíveis).

O curso tem como objectivo fornecer aos participantes as bases teórico-práticas necessárias para avaliar jazigos e outros ativos minerais. Com este curso, os formandos desenvolverão competências para calcular o valor de jazigos e outros ativos minerais, estimando, classificando e reportando os recursos e reservas de jazigos minerais aplicando padrões internacionais. O curso apresenta de forma interligada um conjunto de metodologias, conceitos e ferramentas úteis na avaliação de jazigos e ativos minerais, nomeadamente:

  • Modelo DCF (discounted cash flow)
  • Normas internacionais – NI – 43.101 e CIM (Canadá), PERC (União Europeia), Nações Unidas, SME (Estados Unidos).
  • Métodos quantitativos, estatísticos e geoestatísticos de cálculo de recursos e reservas.
  • Métodos de avaliação de jazigos e concessões.
  • QA/QC, competent/qualified person.
  • Avaliação de risco.

O curso é apresentado recorrendo a casos práticos de avaliação de jazigos e outros activos minerais, nacionais e internacionais.

Para obter mais informações, contactar luischambel@sinese.pt.

Eleições ORDEM DOS ENGENHEIROS 2016 – Colégio de Engenharia Geológica e de Minas

UM NOVO MUNDO, UM NOVO PAÍS, NOVOS ENGENHEIROS

UM NOVO COLÉGIO

Tudo mudou. Este é o momento em que mudamos, nos adaptamos, em que nos afirmamos.

Por isso, apresentamos uma candidatura independente ao Colégio Nacional de Engenharia Geológica e de Minas. Queremos:

  • Afirmar o papel central dos Engenheiros Geológicos e de Minas na Engenharia e na sociedade – na geotecnia e geologia de engenharia, nas obras subterrâneas, na hidrogeologia, no património histórico e cultural, no ambiente, na engenharia e gestão industrial, na prospecção, avaliação, exploração e tratamento, valorização e transformação de recursos minerais, energéticos e geológicos.
  • Transformar o nosso Colégio num think tank, uma plataforma ativa de:
    • Reflexão acerca dos problemas da sociedade, nomeadamente os relacionados com a competitividade da economia portuguesa e com o acesso e uso sustentável dos recursos geológicos.
    • Influência e aconselhamento técnico e económico das políticas nacionais, nomeadamente através da divulgação junto da sociedade civil e das instituições e organizações públicas de informação e conhecimento técnico rigoroso acerca dos temas relevantes para os Engenheiros Geológicos e de Minas.
    • Diálogo e colaboração com outras associações profissionais nacionais e internacionais, quer nas economias mais avançadas, quer no espaço de língua portuguesa – espaço estratégico de afirmação e diferenciação dos engenheiros portugueses, quer ainda no espaço europeu.
  • Integrar as várias gerações e especializações do Colégio num corpo coeso e assertivo, através de iniciativas que promovam o mútuo conhecimento e a transmissão, por um lado, da experiência adquirida nas suas carreiras profissionais e, por outro, a divulgação de novas tecnologias e ferramentas pelos seus criadores e utilizadores.

A nossa equipa é constituída por:

  • Luís Chambel – Licenciado em Eng.ª de Minas (ramo de Geologia Aplicada), Mestre em Geologia de Engenharia, Mestre (MBA) em Administração de Empresas e Doutor em Ciência da Engenharia. A sua atividade profissional atual, iniciada em 1986, centra-se na prospecção, avaliação e exploração de Jazigos Minerais. Engenheiro Europeu desde 2012 e Engenheiro Sénior (Ordem dos Engenheiros), é ainda membro da SME – The Society for Mining, Metallurgy, and Exploration e Fellow da SEG – Society of Economic Geologists.
  • Ana Luís – Licenciada em Eng.ª de Minas (IST), com pós-graduação em Gestão de Empresas (ramo Finanças) pela Universidade de Évora, a sua carreira, iniciada em 1998, centra-se na gestão de empresas  dos sectores da extração e transformação de pedra natural (PEDRAMOCA e MOCAPOR) e dos transportes (MOVISTONE), empresas com forte vocação exportadora. 
  • Joana Antunes –  Mestre em Eng.ª Geológica e Minas (IST) e em Engª Civil e Gestão de Projeto (Heriot Watt), inicia a sua carreira profissional em 2007, tendo trabalhado  em Portugal, Angola, Malásia e Reino Unido; desde 2013 no grupo Mott MacDonald (Londres), colabora em projetos na área da ferrovia, incluindo a ampliação da Victoria Station (London Underground), expansão do Tramlink, Northern Line Extension (LU), Olympic Statium, Gospel Oak – Barking Electrification Scheme (Network Rail), Cross Harbour Immersed Tunnel (Hong Kong), entre outros.

Temos uma equipa nova, uma visão, um projeto.

Precisamos da vossa confiança e do vosso apoio para construirmos, todos, um novo Colégio. Precisamos do vosso voto no dia 21 de Abril.

Para saber mais sobre nós e o nosso projecto, consulte a nossa página aqui.

GOVERNO APROVA PROPOSTA DE LEI DE BASES DOS RECURSOS GEOLÓGICOS

2015-03-05 às 18:42

Reproduzindo a notícia so site do Governo (link)

O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de Lei de Bases de Recursos Geológicos, definindo as bases do regime da revelação e aproveitamento dos recursos geológicos existentes no território nacional, incluindo os localizados no espaço marítimo nacional.

No âmbito da Estratégia Nacional para os Recursos Geológicos, a Lei de Bases dos Recursos Geológicos surge como um primeiro passo para maximizar o dinamismo, a competitividade e a responsabilidade social e ambiental do setor dos recursos geológicos em Portugal. Com este diploma adota-se uma visão integrada dos recursos geológicos, incidindo sobre os recursos passíveis de exploração, ou seja, sobre indústria extrativa de minérios metálicos e não metálicos, as águas minerais e de nascente, e também sobre outros bens naturais com interesse geológico e mineiro, com vista à sua preservação e conservação.

As principais alterações são:

  • A consagração de princípios gerais de gestão dos recursos;
    O novo modelo de concretização da política pública para os recursos geológicos, que passa a ser expressa através de programas sectoriais;
  • O reforço da comunicação e articulação com entidades com competências conexas durante o procedimento de atribuição de direitos;
  • A instituíção da consulta obrigatória aos municípios numa fase inicial do procedimento, com o objetivo de dar ao investidor a informação relevante sobre a área em que pretende investir, bem como envolver a população local e garantir que a atividade esteja integrada socialmente na comunidade e que possa significar dinamismo económico.
  • A instituição de um pedido de informação a outras entidades (APA, ICNF, DGPC) numa fase inicial do procedimento, para acautelar eventuais constrangimentos de natureza ambiental ou de gestão territorial e conferir maior previsibilidade ao procedimento e segurança ao investidor;
  • Para potenciar o investimento e dinamismo no setor, é criado um novo tipo de direitos sobre os recursos geológicos e minerais: os direitos de avaliação prévia permitem ao titular realizar estudos e tratar a informação disponível sobre um determinado recurso durante o prazo de um ano. No final deste prazo, permite-se ao investidor avançar para o pedido de prospeção e pesquisa ou exploração.

A articulação com o regime de ordenamento do espaço marítimo, os instrumentos de ordenamento do espaço marítimo nacional – plano de situação e planos de afetação – identificam as áreas e ou os volumes potenciais para a prospeção e da exploração de recursos geológicos e é necessária a obtenção de título de utilização de espaço marítimo para desenvolver a atividade de exploração de recursos geológicos.
O quadro jurídico do setor data dos anos 1990, pelo que se impunha a sua revisão, atenta a evolução das condições técnicas, a necessária sustentabilidade económica, social, ambiental e territorial da exploração, bem como a crescente importância destes recursos naturais, enquanto património nacional a valorizar.

Desde 2011 foram celebrados mais de 131 contratos de prospeção e pesquisa de recursos geológicos, abrangendo recursos metálicos e não-metálicos.