A first (rough) look into 2017 diamond production

World diamond production

After almost a decade of production stagnation around 130 Mct, Kimberley Process 2017 diamond annual production data show a marked production jump for diamonds. Production of rough diamonds rose from 134 Mct and US$12,4 bn (2016) to 151 Mct and US$15,9 bn (2017), an apparent return to pre-2008 levels (not there yet, but getting closer) – data from the Kimberley Process (KP).

South African production explains most of the jump in value recorded in KP data. It more than doubles previous year’s South African production value and it is a record value. Most probably I am missing something: can this be, or is the published data wrong? again, drop me a line to comment on this.

The sharp (12,5%) increase in rough diamond volume production is due to:

  • +  3,1 Mct in Australia;
  • +  2,5 Mct in Botswana;
  • + 10,2 Mct in Canada;
  • –   4,3 Mct in DRC;
  • +  0,8 Mct in Lesotho;
  • +  2,3 Mct in Russia and
  • +  1,4 Mct in South Africa.

The even sharper (28%!) value increase was due to:

  • +   483 M USD in Botswana;
  • +   663 M USD in Canada;
  • –     89 M USD in DRC;
  • +   533 M USD in Russia and
  • + 1 840 M USD in South Africa.

World diamond value

 

Novo número da REM – Revista da Escola de Minas

Rem: Revista Escola de Minas é uma das primeiras revistas técnicas sobre mineração e metalurgia da América do Sul. Fundada em Janeiro de 1936 pelos estudantes da Escola de Minas de Ouro Preto, especializou-se desde essa altura na publicação de artigos técnicos e científicos sobre Engenharia de Minas, Civil, Geológica, Metalúrgica e e Materiais.

A REM lançou o terceiro número deste ano. Pode lê-lo através da página www.rem.com.br ou diretamente em http://www.rem.com.br/index.php/all-magazines/132-revista-escola-de-minas-v-68-n-3.

Dois dos artigos chamaram a minha atenção:

The kimberley process certification system – KPCS and diamond production changes in selected African countries and Brazil, por Eduardo Gomes dos Santos. Estou interessado no Processo de Kimberley (e diretamente envolvido na sua implementação em Portugal); as conclusões deste artigo são muito interessantes (mas isso é tema para um comentário mais desenvolvido).

Processes for phosphorus removal from iron ore – a review, por Antônio Clareti Pereira, Rísia Magriotis Papini. O meu interesse neste caso foi criado pelas características do minério do jazigo de ferro de Moncorvo, cuja exploração é condicionada pelo seu teor de fósforo.

PERITO – CLASSIFICADOR – AVALIADOR DE DIAMANTES: WORKSHOP A 18 MAIO

A atividade de perito-classificador-avaliador de diamantes em bruto em território nacional só pode ser exercida por quem for detentor de título profissional válido e reúna condições de idoneidade, sendo a INCM a entidade competente para o procedimento de habilitação e emissão do respetivo título, nos termos da Lei n.º 5/2015, de 15 de janeiro, e da Portaria n.º 109/2015, de 21 de abril.
A pessoa singular que reúna as condições necessárias e que pretenda obter o título profissional de perito-classificador-avaliador deverá submeter-se a exame a realizar na INCM, composto por uma parte teórica e por uma parte prática.
A Lei determina ainda que a INCM é a entidade competente para a impressão dos certificados de importação e exportação de diamantes em bruto, cuja emissão, validação e verificação competem à Autoridade Tributária e Aduaneira.

https://www.incm.pt/portal/uco_diamantes_bruto.jsp

Vai realizar-se no dia 1 de Junho o exame para Perito – classificador –avaliador de diamantes – anúncio do exame, aqui, que preencherão, nos termos da Lei 5/2015 uma função crítica no processo de importação e exportação de diamantes em bruto. A Portaria 109/2015 estabelece, também, algumas condições para o exercício daquela função.

O exame tem uma estrutura e critérios já definidos e afixados.

No próximo dia 18, realizarei um workshop no INCM para esclarecimento de dúvidas relativamente ao processo de acreditação de perito – classificador – avaliador. Em particular, serão abordada as questões:

  • Classificação de diamantes em bruto no Sistema Harmonizado.
  • Estrutura do relatório a emitir pelo Perito – classificador –avaliador no âmbito do processo de importação – exportação de diamantes em bruto.

O acesso ao workshop é livre mas limitado à lotação da sala e implica uma inscrição prévia. Basta contactar-me através do meu e-mail: https://xmbl.wordpress.com/contacts-and-requests/.

O tempo urge, pelo que havendo interesse, é necessário iniciar o processo de candidatura e manifestar o interesse junto do INCM – Contrastaria. A melhor pessoa a contactar na Contrastaria a este propósito é a Dr.ª Helena Felgas. Em alternativa, podem sempre contactar-me e reencaminharei a mensagem.

Processo Kimberley em Portugal (comércio de diamantes) – publicada Portaria n.º 109/2015

Acaba de ser publicada a Portaria n.º 109/2015 – Diário da República n.º 77/2015, Série I de 2015-04-21 pelo
Ministério das Finanças, que regulamenta e fixa para Portugal as taxas relativas à aplicação do Sistema de Certificação do Processo de Kimberley para o comércio internacional de diamantes em bruto.

O documento pode ser obtido clicando aqui: Portaria 109/2015.

Portaria 109/2015

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Regulamentação do Processo Kimberley em Portugal – sessão de divulgação

Sessão de divulgação no Instituto Superior Técnico – 17 de Março, 18h00-19h00, sala P1 no Pavilhão de Matemática

Foi recentemente publicada a legislação que regulamenta em Portugal o comércio internacional de diamantes em bruto. Embora hajam ainda passos a dar, esta é uma oportunidade de desenvolvimento de projectos de comércio, lapidação e criação de joalharia por empresas e técnicos qualificados portugueses.

A coordenação da licenciatura em Engenharia de Minas e o Eng. Luís Chambel organizam uma sessão de divulgação da lei agora publicada, discutindo os problemas novos que coloca e as oportunidades que cria.

Além de permitir o desenvolvimento de projectos de alto valor acrescentado com empresas baseadas em Portugal, pretende-se com a nova legislação gerar novas oportunidades de trabalho, quer aos experientes técnicos formados na DIALAP e DIAMANG quer a uma nova geração qualificada.

Esta primeira sessão de esclarecimento pertence ajudar a criar contactos entre todos os interessados neste sector – alunos, docentes e investigadores do IST e de outras universidades, é claro, mas também os profissionais do sector, empreendedores, associações empresariais e profissionais, organismos e instituições do Estado.

A entrada é livre mas a inscrição é necessária (através do endereço de correio electrónico luischambel@sinese.pt).

Kimberley Process regulamentado em Portugal – oportunidade para o investimento em comércio, lapidação e joalharia

É agora possível desenvolver projetos de comércio e lapidação de diamantes e outras pedras preciosas em Portugal.

Seguindo o exemplo de diversos outros países da União Europeia, após vários anos de trabalho – em estreita colaboração com a DGAE – Direção Geral das Atividades Económicas do Ministério da Economia e a AT – Autoridade Tributária do Ministério das Finanças, a regulamentação do Processo Kimberley em Portugal acaba de ser aprovada e publicada – pode ser consultada aqui.

Portugal é um país com fortíssimas ligações históricas à extração, comércio e lapidação de diamantes. Apesar das imperfeições da legislação – pouco prática, demasiado regulamentada e afastada da realidade, por exemplo na qualificação dos peritos – este é um importante desenvolvimento e uma oportunidade para investidores portugueses e estrangeiros comerciarem, lapidarem e criarem joalharia com diamantes e outras pedras preciosas em Portugal.

Há claramente sinergias a explorar entre a cultura do diamante, o capital e recursos humanos especializados existentes em Portugal (no comércio, lapidação e joalharia) e os mineradores de diamantes em Angola, Brasil, Moçambique e Guiné-Concakri (citando apenas os países da CPLP onde são explorados jazigos de diamantes e outras pedras preciosas).

Criada a oportunidade, é tempo de ação dos empreendedores.

A Sínese é uma empresa de consultoria especializada em Geologia Económica e Recursos Minerais. Para obter mais informações sobre o Processo Kimberley e a sua regulamentação em Portugal ou sobre o potencial de negócio agora criado,  contacte-nos através sinese@sinese.pt ou use o formulário de contacto.

Conflict minerals – Kimberley Process, Dodd-Frank and OECD Guidelines

Diamonds – old news

This is a controversial issue, first introduced into mainstream media and politics in the early years of this millenium and popularized with 2006 Hollywood’s “Blood diamond” movie. As a result of public outcry, the Kimberley Process was created to control international trade in rough diamonds (a PR exercise of damage control on part of the industry and producing countries).

The Kimberley Process started when Southern African diamond-producing states met in Kimberley, South Africa, in May 2000, to discuss ways to stop the trade in ‘conflict diamonds’ and ensure that diamond purchases were not financing violence by rebel movements and their allies seeking to undermine legitimate governments. In December 2000, the United Nations General Assembly adopted a landmark resolution supporting the creation of an international certification scheme for rough diamonds. By November 2002, negotiations between governments, the international diamond industry and civil society organisations resulted in the creation of the Kimberley Process Certification Scheme (KPCS) . The KPCS document sets out the requirements for controlling rough diamond production and trade. The KPCS entered into force in 2003, when participating countries started to implement its rules. – http://www.kimberleyprocess.com/en/about.

As the conflicts in Sierra Leone (portrayed in the movie) and Angola subsided, the KP remained as public assurance tool. There is some discussion on the future role of the organization; it will undoubtedly remain active, eventually redefining its mission and the meaning of the word “conflict”. As a side effect, the great numbers of small miners not involved in conflicts of any sort will see a fall in their revenues (as the prices they get from their stones are lower, for not being certified) and companies trading diamonds in advanced economies will able to sell ethical diamonds at a premium.

3TG minerals – recent developments

As time went by, those conflicts subsided and ended and the diamond headlines became scarcer, other minerals got the attention of NGOs, the public and legislators. Now it’s time for the 3TG (Tin, Tantalum, Tungsten and Gold) – elements commonly obtained from easily mined alluvial or decomposed rock deposits, the targets being again far away, politically irrelevant, uncivilised countries (definitely not in our backyard – them, not us).

The reasoning is similar, the control of mineral resources is the reason for war being waged in these countries. As a result, the US enacted the Dodd-Frank Wall Street Reform and Consumer Protection Act relating to the use of conflict minerals and the EU will soon follow, adopting OECD guidelines – OECD Due Diligence Guidance for Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas.

Doing the right thing

Are these measures needed? Are they effective in their stated objectives? Have we weighted all their effects? Should controls be extended and generally adopted in all internationally traded products, with strict control of human rights compliance? What about the practical consequences (with power shifts, higher prices in complying economies, lower at the source values for small producers) ? Should we forget principles and human rights? What’s being done is it enough or too much?

These are not easy questions: what is right?

Information resources

I have compiled some information on this issue (sources and documents). Just look for them at xmbl.wordpress.com, under Economic Geology, subsection Other Resources .